Junta de Freguesia de Pampilhosa Junta de Freguesia de Pampilhosa

Coreto

Coreto

O coreto da Pampilhosa foi mandado construir pela Junta de Freguesia em 1926, conforme se pode ler na ata do dia 13 de junho: “Sobre o coreto da Filarmónica, a Junta, reconhecendo a sua necessidade e ainda o facto de ele concorrer para o embelezamento do local onde for edificado, tem a iniciativa de construi-lo no Largo do Freixo, nomeando uma comissão para angariar os donativos necessários, a fim de levar a efeito este grande melhoramento. A Junta concorre com o terreno que oferece, ficando o coreto propriedade da Junta, que se obriga a cuidar das suas reparações futuras. A comissão ficou constituída pelos Senhores: José Simões d’Almeida Júnior, Manuel Pires Lobo e António Cristina de Melo. (...)”. Na mesma ata é indicada a respetiva “terraplanagem” no Largo do Freixo, feita também com donativos. O executivo era composto pelo presidente Joaquim José de Melo, o tesoureiro José Augusto da Silva, os vogais José Augusto Agante e Germano Godinho e era secretário o Prof. Guilherme Ferreira da Silva, que terá também dado um “empurrão” para o enaltecimento da “sua” Filarmónica. Só em 1934 surge a primeira referência ao coreto em documentação da Filarmónica Pampilhosense: em ata da Direção de 1 de fevereiro é referido que “os festeiros [de São Sebastião] pretendem que o jazz toque na segunda-feira à noite, no coreto (...)”. Não há atas em 1926 e seguintes onde possamos perceber quando foi o primeiro concerto da Filarmónica no coreto, mas não terá tardado, após a conclusão da obra.

O coreto está então situado no referido Largo do Freixo, centro histórico da Vila, na localização GPS 40°20'02"N 8°25'15"W. É uma construção octogonal, com 2,27 metros por cada lado, fazendo com que o seu diâmetro de um vértice ao vértice oposto seja de 5,93 metros e a área de 24,88 metros quadrados. A altura máxima desde a base à plataforma é de 1,90 metros, que constitui o corpo do coreto, atualmente de cor amarela. Não existe qualquer acesso ao seu interior, dando a entender que este tenha sido compactado com diverso material (terra, areia, pedras). A altura máxima do imóvel é calculada em cerca de 5,60 metros.

A sua cobertura em forma de cúpula, de cor branca, com base também octogonal e com as mesmas dimensões de lado, é apoiada em oito colunas de cor branca, com 2,30 metros de altura, de base cúbica, fuste cilíndrico e capitel ornamentado, encimado pelo ábaco, que apoia a cobertura, por sua vez sobrepujada no seu centro por elemento ornamental em forma pontiaguda. Estas colunas vieram substituir umas colunas anteriores, por volta de 1975-1980.

Rodeando pelo lado exterior das colunas foi instalado um gradeamento em ferro, de cor verde. Um dos lados tinha uma pequena portinhola que dava acesso à plataforma. Na altura não foi construída escada nem rampa, entretanto, em 2018, a Junta de Freguesia mandou instalar, no lado oposto à estrada principal, uma escada metálica fixa. Foi entretanto instalado ao centro um candeeiro esférico, ligado por meio de um cabo elétrico oriundo de um dos postes de iluminação. 

Não se sabe ao certo a data do último concerto que a Filarmónica efetuou no coreto. Em 1975 é-nos indicado um concerto no 55.º aniversário, quando a banda era constituída por cerca de 26 músicos. Em maio de 1979 integravam a banda 39 elementos, pelo que é possível que nesta altura já os músicos acusariam falta de espaço, muito embora pudessem ter acontecido concertos já nos anos de 1980, a bem da “velha tradição”, mesmo sem condições...

Pelo menos desde 1991 que a Filarmónica não utiliza o coreto, procurando realizar concertos ao ar livre, escolhendo para o efeito vários locais da freguesia, incluindo a zona junto ao próprio coreto. Atuou também no largo do Garoto, no adro da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, no largo de Santo António ou no largo do Freixo (Canedo). Em maio, altura do seu aniversário, atuava no Largo das Covas da Baganha, porém o palco aí instalado acaba por não ter as mínimas condições para um concerto de qualidade, pelo que, desde 2003, o concerto de aniversário é no interior da Sede. O espaço foi reabilitado em 2017, no entanto é necessária a respetiva cobertura para que se reúnam as mínimas condições acústicas e de conforto dos participantes. A FP deu, no entanto, o seu primeiro concerto, após a reabilitação, durante as comemorações dos 900 anos da entrega das terras de Pampilhosa ao Mosteiro de Lorvão, tidas em junho e julho daquele ano.

Texto de Daniel Vieira, publicado na revista "Pampilhosa. Uma Terra e Um Povo" n.º 33 (GEDEPA - 2014), com atualização de 2018

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