Igreja Matriz Paroquial da Pampilhosa

A igreja que hoje vemos na freguesia não é a primitiva capela ou igreja onde, no século XV, já Santa Marinha era a padroeira. Sob o ponto de vista arquitetónico, não há nada no atual edifício que faça lembrar essa época, e há na freguesia pelo menos desde o século XVII um topónimo chamado Igreja Velha, onde foram encontradas colunas e restos de ossadas que podem apontar para o primitivo local de culto.
O atual edifício é de uma só nave, de teto apainelado de madeira simples, e a sua construção data do século XVIII. Baseando-nos em documentos escritos pensamos que ele deve ser pelo menos do século XVII, somos levados a tal conclusão pelo que diz respeito a instituição da capela do Senhor Cristo (conhecida hoje pelo Senhor d’Agonia) desta igreja. A documentação mostra que essa capela foi construída na igreja no século XVII.
Sobre a construção da igreja sabe-se muito pouco, os documentos deixam concluir que no século XVII, além do altar da padroeira, tinha apenas os dois altares laterais: Nossa Senhora do Rosário, e o atual S. José, que era então o Santíssimo.
Foi também nesse século que se construiu na igreja uma capela, antecessora do atual altar do Senhor d’Agonia. A sua fundação deve-se ao padre Francisco de Andrade, natural de Pampilhosa, que no seu testamento de 1 de dezembro de 1676 a instituiu, mandando-a construir no «corpo da igreja deste lugar defronte da porta travessa» em pedra de Ançã do tamanho da de Botão com três sepulturas. Desejava que se pusessem aí três imagens, uma de Cristo Crucificado, uma de Nossa Senhora, e outra de S. João Evangelista.
Estabeleceu a sucessão dos administradores da capela, dentro dos seus descendentes da linha da mãe ou na falta, da de seu pai, e na falta de ambas, passaria a administração da Confraria do Senhor da Igreja. Nomeou primeira administradora sua irmã, Ana de Andrade, que cumpriu a sua última vontade e construiu a capela. Em 21 de junho de 1688, por petição dela e do marido, Manuel Alves, o bispo de Coimbra, D. João de Melo, com conhecimento que a obra cumpria todos os parâmetros necessários, concedia licença para se dizer aí missa e mandava o vigário da Vacariça que viesse benzer a capela e dizer a primeira missa. Por imposição do fundador, nela se deviam dizer perpetua e anualmente, duzentas missas, para isso dotava a capela de fartos bens.
Conhecemos ornamentos desta capela por um inventário do século XVIII. Possuía então: um cálice, patena e colher de prata, dois véus, três bolsas para guardar corporais, duas vestimentas, uma roxa e outra branca, uma alva e um cordão, um amito e um missal.
Neste mesmo século, em data que não podemos precisar, esta capela viria a sofrer alterações, resolveu-se construir uma outra capela em frente desta (atual altar de Santo António) e para que a obra ficasse mais perfeita, ficando os altares debaixo do arco onde se celebravam as missas à vista de todos, foi necessário alterar o traçado da capela do Santo Cristo, de côncava passou a mero altar incrustado na parede como hoje se apresenta. Pensa-se que nesse momento foi seu administrador o doutor Manuel Lopes de Andrade, da Lameira de Santa Eufémia e dotou a capela com «retábulo novo imagens e outras coisas». A capela foi abolida no século XVIII por provisão régia de 21 de abril de 1773, alcançada pelo último administrador, o seu herdeiro José Joaquim Loureiro também da Lameira, pretendeu tirar todas as pertenças da capela conservando o direito às terras. No entanto o despacho do promotor foi-lhe desfavorável, ficando tudo para a igreja da Pampilhosa. (1)
Acrescente-se que, durante uma obra de conservação, foi decidido retirar a tela que representa o martírio de Santa Marinha, para que fosse restaurada. Para grande espanto de todos, descobriu-se um altar mor em talha dourada, que esteve escondido durante anos.

As aberturas são retangulares, a porta principal é dotada de friso e cornija e remate de nicho que duas aletas acompanham, no nicho S. Agostinho de pedra evoca os últimos padroeiros. A porta travessa da direita mostra friso e cornija.
Os retábulos principais e colaterais, de madeira, pertencem à segunda metade do século XVIII, tem duas colunas e pintura a marmoreado. Uma tela, naquele, fechava o camarim e representa o martírio de Santa Marinha, sendo do século seguinte (colocada atualmente junto à entrada principal, no lado direito). O retábulo do arco da esquerda é composto por diversas talhas do século XVII e XVIII; o da direita do século XVIII, mostra colunitas e suportes em forma de base de Hermes.
Destacam-se as esculturas de Santa Marinha de pedra gótica, pequena dos séculos XV e XVI, simples são de madeira as de São José, Virgem com o Menino (Rosário), nos colaterais de tamanho médio do século XVIII, regulares; Cristo crucificado, grande corrente, do século XIX; Santo António, pequeno, do século XVII. A pia batismal e uma de água benta mostram perfis quinhentistas.
A cruz processional, de prata branca, dos séculos XVI – XVII, mostra braços planos e de terminações trevadas, nó em urna antiga, sendo todas as superfícies decoradas com tarjas entrelaçadas. (2)

(1) in http://freguesiadepampilhosa.blogspot.com/p/patrimonio.html
(2) in Academia Nacional de Belas Artes - Inventario Artístico de Portugal Distrito de Aveiro / zona sul – 1959


Capela de Nossa Senhora de Fátima

Situada na "Lagarteira", a Capela de Nossa Senhora de Fátima é a mais recente capela da localidade, estando ligada à expansão iniciada no séc. XIX. A sua construção data da década de 1940 e a sua inauguração teve lugar no dia 15 de junho de 1955.
A obra foi feita por subscrição popular mas teve como grandes dinamizadores o Padre José Pereira Torres e o casal António de Campos Tavares e Maria de Jesus de Campos Tavares.
A imaginária é do séc. XX, à exceção do Cristo, que deve ser de finais do séc. XVIII, inícios do séc. XIX.
Situa-se na Rua Fialho de Almeida.

in http://vilapampilhosa.blogspot.com/

Capela de São Joaquim

Situada no núcleo antigo da povoação, a Capela de São Joaquim data do final do séc. XIX, início do séc. XX.
É pequena, tem porta ogival, em cujo fecho se vê a data de 1904. Tem sacristia e torre, construídas já no séc. XX, por Joaquim Baptista, que abriu também o oratório acima do altar, onde se encontra a imagem do padroeiro.
Quanto às imagens, a atual do santo foi mandada executar no Porto, na década de 1920 por Joaquim Baptista e Joaquim Maria Jordão.
Possui ainda imagens de Nossa Senhora dos Milagres, de S. João Baptista e de Santa Teresa.
A do padroeiro é a de melhor nível artístico; a da Senhora é tosca e primitiva e as outras correntes.
A primeira missa na capela foi rezada em 19 de agosto de 1923, pelo arcipreste Francisco Ventura, da Marmeleira do Botão.
A festa em honra do santo foi inaugurada em 18 de agosto de 1918, por iniciativa de Joaquim Baptista e Joaquim Maria Jordão.
Em frente da capela situava-se o cruzeiro que hoje se encontra na Barrosa, termo do lugar, à Rua de Coimbra.
Situa-se no largo que faz o entroncamento da Rua de São Joaquim com a Rua de Coimbra.

in http://vilapampilhosa.blogspot.com/

Capela do Senhor dos Aflitos

Foi erguida no decurso do séc. XVIII, no sítio do Lombo, por isso também é conhecida por Capela do Senhor do Lombo. A primeira planta era octogonal e situava-se mais acima do que a atual, fechando o largo do Freixo. Nos últimos anos do século XIX, com a abertura da estrada, foi necessário deslocar a capela.
É uma construção simples, retangular, encimada por um óculo em losango formando recortes e vidraça em cruz, de vidro azul e branco. Termina no alto com cruz simples de braços arredondados.
Ao lado direito tem a sacristia, um pouco recuada e sobre esta o campanário, com sineta metida numa arcada formando moldura, que termina numa pequena cruz trilobado e ornamentada com duas pirâmides laterais.
Tem esta capela um só altar principal – do padroeiro – o Senhor dos Aflitos. É uma antiga imagem em pedra de Cristo Crucificado, do séc. XVI, corrente. Tem ainda a imagem de pedra da Senhora da Ajuda, renascença graciosa do séc. XVI, mutilada. É uma Virgem com o menino ajudando-a a levar a cruz. Há uma outra imagem em pedra bastante tosca, também de Nossa Senhora com o menino no braço esquerdo, segurando um pequeno globo, na outra mão a Senhora ergue um terço. Estas duas imagens estão colocadas no altar principal, ladeando a imagem do Senhor dos Aflitos.
Numa mísula à esquerda está a pequena imagem de Santa Luzia, em madeira. É mais recente mas anterior a 1872, onde aparece referenciada nos livros de «receita/despesa» desta capela. Ao lado direito está o púlpito, com a base em pedra e gradeamento em madeira. A porta principal é de madeira almofadada, o chão com lajes quadradas de pedra branca e negra, colocadas em simetria, provenientes da antiga capela, e lá colocadas em 1875, como se lê no mesmo livro.
Em 18 de Julho de 1900 dizia-se nela a primeira missa.
Tinha a sua festa feita pelos mordomos em honra e louvor do Senhor dos Aflitos com sermão e missa cantada.
Situa-se na Rua da Filarmónica Pampilhosense, paredes meias com a Sede social desta Associação.

in http://vilapampilhosa.blogspot.com/

Capela de São Lourenço

Santuário corrente do corpo e capela-mor, que deve datar do séc. XVII. Alpendre de pilaretes toscanos, sobre parapeito pleno. Campanário no vértice da empena. Púlpito à direita de pedra cilíndrico, assente em maciço de alvenaria.
Retábulo da renascença adiantada, do século XVII, de calcário; três nichos entre quatro colunas, caneladas, coríntias. Só a escultura do titular, São Lourenço, igualmente pétrea do séc. XVII, é de melhor categoria, mas corrente.
Situa-se no Largo da Capela, no lugar do Canedo.

in http://freguesiadepampilhosa.blogspot.com/p/patrimonio.html

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